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MEIO AMBIENTE – Primeira fase das obras do Parque Burle Marx será concluída até 2009
(05/08/2008 - 17:06)

Divulgação

O Parque Burle Marx começa a se tornar realidade no dia 12 de setembro, quando o GDF lança a pedra fundamental da nova área verde de Brasília. Em seus 280 hectares, o parque terá pistas para caminhada e corrida, ciclovias, parquinhos infantis, espaços para exposições e museu, e ainda ajudará na preservação do cerrado que cobre toda a área que vai das proximidades do autódromo até o final da Asa Norte. O projeto de implantação do Burle Marx prevê que as obras sejam realizadas por etapas e o governo acredita que, até o final de 2009, a primeira fase – com investimento de R$ 18 milhões – esteja concluída.

Criado como Parque Ecológico Norte há 18 anos por um decreto distrital, o Burle Marx foi rebatizado em 1998. O nome homenageia o paisagista que realizou diversos trabalhos memoráveis em Brasília, como os lagos do Palácio do Itamarati e do Palácio da Justiça. O parque – que tem dois terços da área do Parque da Cidade – é aguardado com bastante expectativa pela população do Plano Piloto. De acordo com o gerente-adjunto da Gerência de Projetos, Ricardo Napoleão, a implantação do parque faz parte das exigências do Ibama para concessão da última licença ambiental do futuro Setor Noroeste, a de operação.

Segundo Napoleão, com os R$ 18 milhões da primeira fase o GDF fará as obras que vão garantir a implantação e o uso imediato pela população do espaço verde. Serão pavimentados 19 quilômetros de ciclovias e pistas de pedestres, além de 5,7 quilômetros de vias para acesso e circulação de veículos. Duas guaritas, os dois primeiros banheiros e um estacionamento de 36 mil metros quadrados também serão construídos.

O Burle Marx ganhará ainda uma lagoa de retenção, para canalizar a água pluvial do Noroeste e escoá-la no Lago Paranoá. “Também terá outras estruturas, como circuito inteligente para a malhação e quiosques, e três prédios para apoio à população que freqüentar o parque”, conta Napoleão.

Audiência Pública

Antes do início das obras, o parque deve ter aprovado seu plano de manejo – com o diagnóstico de sua fauna e flora – pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), assim como o zoneamento da área. O GDF vai promover ainda uma audiência pública para garantir a participação da população no projeto. A comunidade poderá opinar sobre propostas já apresentadas, como o Espaço Brennand e Krajcberg – para exposição de esculturas – e um planetário.

O projeto assinado pela equipe do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, prevê a construção de espaços voltados para a educação ambiental. No Jardim Botânico Burle Marx serão reproduzidas mudas nativas do cerrado e haverá uma escola de educação ambiental. O parque terá ainda uma grande maquete no chão na forma do mapa do Brasil mostrando os rios e as principais bacias hidrográficas do país. Batizado de “Viva o Povo Brasileiro”, o espaço interativo deve se tornar o maior atrativo para o público infantil. Uma área também será dedicada a arquivos da Missão Cruls, que no final do século XIX fez as primeiras demarcações de onde seria a futura capital brasileira.

Obras no Taguapark

Localizado entre o Pistão Norte de Taguatinga e Vicente Pires, o Taguapark também vem recebendo atenção especial do GDF. Nas próximas semanas será concluído o cercamento dos 190 hectares do parque, além da construção de mais dois quilômetros de ciclovia. Para melhorar o acesso ao espaço – que recebe 300 visitantes diariamente – a pista de acesso que corta o parque, a chamada Rua 12, será duplicada. E até o final do ano, cinco mil mudas de plantas nativas do cerrado e ornamentais serão plantadas na parte norte.

As novas obras do Taguapark custarão R$ 1,1 milhão. No ano passado, o governador José Roberto Arruda inaugurou uma ciclovia e a iluminação do parque, atendendo a uma das maiores reivindicações dos moradores, que tinham a penas o espaço delimitado para o lazer, mas sem estrutura. Segundo Napoleão, o próximo grande passo será dado quando o GDF conseguir firmar uma Parceria Público Privada que viabilize a construção do Centro Olímpico Joaquim Cruz. O espaço deve oferecer educação esportiva a jovens carentes.

Mariana Santos – Agência de Comunicação